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10/09/2015

Nos acostumamos com a visão de uma África podre, sedenta, morta. Repleta de ebola, AIDS e doenças raras. Nos acostumamos, também, a ver isto como irremediável e fruto do... fruto do quê, mesmo? Admita: você não sabe nada sobre a África.




A África possui sim índices de subnutrição assustadores, o estranho é que poucos números são citados. Informações desconexas, aliás, são facilmente encontradas em notícias divulgadas para o público comum. Não procuro com isso afirmar que as condições são favoráveis. É provável que a inconsistência se dê exatamente pela má acessibilidade e pelo grande espaço territorial que o continente possui. Um relatório mais confiável, indica que cerca de 25% dos africanos  sofrem com a desnutrição. Mas uma boa política pode estar por vir, já que a mesma notícia que nos diz que um quarto da população sofre com a desnutrição também indica o objetivo de que até 2025 a fome na África seja erradicada.

Não se engane. Não é a África inteira que sofre com a fome e, também, não é só ela. O Índice Global Da Fome também mostra que a Ásia possui uma grande área que sofre com a fome.






O que causa a fome na África



Costuma-se dizer que a fome gera a fome. Diz-se isto porque no caso da África, a desnutrição resulta em baixa na mão de obra, na produção de alimentos e, consequentemente, nos alimentos entregues à população.

Ao descrevermos a África como pobre, precisamos observar algumas contradições internas do próprio continente:

 O colonialismo

 

O colonialismo retirou da África muito mais que o suportável. Literalmente, a colonização desmembrou grupos de etnias distintas, transportou-os para o mesmo território e depois da série de independências que começaram a eclodir esses grupos assumiram independência política, mas não reconhecimento de nação. Eles eram diferentes e muitos possuíam um histórico de conflitos. Muitas guerras começaram a surgir e isto terminou dando origem às ditaduras.

A guerra


O surgimento das ditaduras ocasiona  guerras sistemáticas e conflitos internos. Revoltas que geram destruição, mas não derrubam governos, crises econômicas... Como se não bastasse, outro problema surge: o financiamento para armas que veio do exterior durante a Guerra Fria.

A religião

 

A intolerância religiosa (termo leve para a incompatibilidade de crenças presente na África) ampliou a já existente posição de confronto entre grupos. Estes, passaram a se "vestir" ideologicamente como justificação para a intolerância. Inevitavelmente, as crenças religiosas tornaram (ou foram fruto) de conflitos mais intensos.

A seca

 

A África é um continente que possui um clima muito árido. Perder o gado durante uma batalha ou qualquer fonte de alimento faz da fome uma consequência inevitável. A África possui muito território, mas o território fértil é escasso e batalhado. Ainda assim, ela é um continente que mais exporta produtos alimentícios. Contradição? Não tenha dúvida.






 Exporte antes de comer!

Nós brasileiros conhecemos bem a diferença entre o PIB e o que nós realmente fabricamos. Não é diferente na África. Grande parte das terras é vendida para empresas e governos do exterior e termina por servir simplesmente para exportação, não para consumo. 

A compra das terras férteis na África também ocasiona o aumento do preço dos cereais internos. Termina, assim, por inviabilizar ainda mais o consumo interno do país.

Na próxima sexta: "O que você tem a ver com a fome na África?"

2 comentários:

  1. Triste realidade e que, infelizmente, parece não mudar tão cedo.

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    Respostas
    1. Verdade. Acontece que a proposta de uma mudança até 2025 me soou bastante agradável. Tanto que me fez escrever o post. :)

      Excluir

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