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10/03/2015

Admitamos: somos desajustados. Não observe isto como uma generalização da estranheza em seu esteriótipo. O dicionário está do meu lado quando digo que o somos. E se o somos em relação a todos os outros, não seria o nosso desajuste a mais simples expressão da nossa identidade exposta aos outros? Digo que sim.

O Facebook agora aglomera pessoas por interesses, o Google, exibe resultados com base em seu perfil. Twitter?! Não é exceção. Afirma-se que vivemos em uma bolha feita para que vejamos somente o que nos é interessante e cativante. Isto tudo, e as grosserias nas redes sociais crescem exponencialmente. Afinal: "Quanto custa a gentileza no Facebook"?
























Falamos do anonimato proposto pelas redes como se anonimato gerasse imediata grosseria. Sim... estudos poderiam ser citados para explicar que o anonimato facilita a arrogância. Que é mais fácil xingarmos um motorista que comete uma infração do que um amigo. Mas não se trata disto, não agora. Lembra do "desajuste" no início? Pois bem. Ele é o culpado, mas não o vilão, da história.

Somos muitos. Em ideologias, preferências sexuais, religiões e identidade. O comum é, se observarmos o número de interações, termos problemas na realidade tanto quanto nas redes sociais. Se não tivermos problemas, teremos sussurros. Dizia Raumsol: "As diferenças de opiniões nunca devem suscitar inimizades nem ressentimentos." Palavras que não andam sendo obedecidas, aparentemente.

O nosso desajuste faz com que sejamos diferentes eternamente, postos em círculos que se pressupõe feitos de pessoas iguais, organizadas conforme interesses e passíveis de generalização. Não somos, ou seremos, iguais. O anonimato pode disparar algo com base em uma diferença de opinião ou preferência socialmente rejeitada, mas nunca ser a artilharia.

Foi dito a vocês: "Diga-me com quem tu andas e te direi quem tu és". Eu, no entanto, digo: "Indivíduos definem grupos, mas grupos não definem indivíduos".


Quantas diferenças não encontramos entre cinco pessoas de um mesmo grupo? Quais comportamentos podemos prever ao observá-los? Vamos, não falo de uma quadrilha - embora quase - o que sabemos de um indivíduo ao vermos um grupo ou opinião? O que pode ser previsto a partir disto?

 A gentileza no Facebook não existe por estarmos próximos demais quando, na realidade, não estamos emocionalmente (talvez, intelectualmente) preparados para convivermos com posições diferentes. A fé, é a de que um dia realmente consigamos encontrar os detalhes que levam a maioria a se identificar, ao menos, com o que o Facebook acha que é agradável. Se não tivermos felicidade, teremos ao menos uma zona de comentários com menos palavrões. E isto é quase a mesma coisa. Bem que Zuckerberg poderia vender gentileza no lugar dos anúncios só por um dia, não?

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