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10/24/2015

Apanhador Só:
 

 

Apanhador Só é o descompasso harmônico do cotidiano de qualquer um.






Apanhador Só parece ter os métodos de composição mais variados possíveis. O cotidiano, os detalhes (não leia isto com ar otimista) surgem inconvenientes, agudos e aleatórios - um cotovelo na costela. Mesmo nas músicas onde a harmonia custa a ser encontrada, a banda consegue exibir composições contagiantes.

 A estranheza das letras é outra marca perceptível, marca tal que inevitavelmente ficou entranhada na imagem que possuo da banda. Se isto a faz estranha, também a torna única.


Via de regra, a banda disponibiliza o download no seu site oficial:


Você encontra a Apanhador Só no Google+, Facebook, Twitter, Instagram e, claro, Youtube.
Nos streamings, você encontrará a banda em quase todos. Nas minhas buscas, os encontrei no SoundCloud, Spotify, Rdio,  Provavelmente se encontram em muitos outros, vale a pena procurar no serviço de sua preferência.



Uma foto publicada por Apanhador Só (@apanhadorso) em

10/10/2015

As concordâncias há muito fizeram do repensar um novo caminho para se fazer as mesmas coisas. O repensar, no mais, tornou-se o caminho promissor que nos leva ao caminho escolhido por outro, e que, por não ser o nosso, geralmente não atende nossas necessidades. Precisamos aprender a repensar de uma forma diferente.

Repensar


Diz-se que vivemos no mundo da informação, que estamos mais informados do que nunca e já dizemos, até, que este excesso de informação nos faz mal e que, por isso, nossas relações se encontram mais rasas que nunca. Contra quem posso argumentar? Somos humanos, falamos muito. Mas não se trata mais de um devaneio despretensioso, o mundo se tornou frenético. Sete bilhões de humanos pensando, replicando, criando e expondo ao mesmo tempo podem facilmente se tornar sete bilhões de replicadores mútuos de toda a informação que recebem. Um mundo de "informação"  é, acima de tudo, um mundo de ecos.

A referência a Kant, no título, parece perdida, ledo engano. O último grande filósofo trouxe consigo uma nova forma de pensar e de enxergar o mundo. Não que não tenhamos criado nada desde então, seria um pecado afirmar que a filosofia continuou estática desde sua última obra, seria um pecado igual acreditar que não houve milhões de mudanças na nossa tecnologia e que agora não sonhamos com o que era inimaginável há poucos anos. Mas dispersamos nosso conhecimento de forma heterogênea. Alcançamos as estrelas, mas não a África. Isto não para por aqui, replicamos muito mais informação, em quantidade massiva. As ideias andam em círculos e resultam em ecos e loopings. Principalmente se as informações que recebemos vem da mesma fonte. Tenha novas experiências, não novas como todos, novas únicas, busque a sua unicidade, a sua ipseidade. O que faz de você - adivinhe? - você. Não qualquer outro.

Não haveria de ser pretensão minha afirmar com tanta certeza a necessidade do surgimento do novo? Não digo em pormenores que o novo seja o parque, a montanha, a festa, mas possuímos a necessidade de um novo "novo", de uma nova forma de repensar que não nos faça escolher um novo caminho de outro, mas um novo caminho criado. Isto não chega a arranhar Kant, isto não tem nada a ver com Kant. Irei contra muitos quando disser que não devemos seguir os caminhos dos outros, nem mesmo quando são admiráveis. Há um ponto de vista para cada ponto, um ser que olha o mundo é único. Este é um bom e velho conselho: persiga o que os admiráveis perseguem, mas não trace o mesmo caminho que eles trassam.

10/09/2015

Nos acostumamos com a visão de uma África podre, sedenta, morta. Repleta de ebola, AIDS e doenças raras. Nos acostumamos, também, a ver isto como irremediável e fruto do... fruto do quê, mesmo? Admita: você não sabe nada sobre a África.




A África possui sim índices de subnutrição assustadores, o estranho é que poucos números são citados. Informações desconexas, aliás, são facilmente encontradas em notícias divulgadas para o público comum. Não procuro com isso afirmar que as condições são favoráveis. É provável que a inconsistência se dê exatamente pela má acessibilidade e pelo grande espaço territorial que o continente possui. Um relatório mais confiável, indica que cerca de 25% dos africanos  sofrem com a desnutrição. Mas uma boa política pode estar por vir, já que a mesma notícia que nos diz que um quarto da população sofre com a desnutrição também indica o objetivo de que até 2025 a fome na África seja erradicada.

Não se engane. Não é a África inteira que sofre com a fome e, também, não é só ela. O Índice Global Da Fome também mostra que a Ásia possui uma grande área que sofre com a fome.






O que causa a fome na África



Costuma-se dizer que a fome gera a fome. Diz-se isto porque no caso da África, a desnutrição resulta em baixa na mão de obra, na produção de alimentos e, consequentemente, nos alimentos entregues à população.

Ao descrevermos a África como pobre, precisamos observar algumas contradições internas do próprio continente:

 O colonialismo

 

O colonialismo retirou da África muito mais que o suportável. Literalmente, a colonização desmembrou grupos de etnias distintas, transportou-os para o mesmo território e depois da série de independências que começaram a eclodir esses grupos assumiram independência política, mas não reconhecimento de nação. Eles eram diferentes e muitos possuíam um histórico de conflitos. Muitas guerras começaram a surgir e isto terminou dando origem às ditaduras.

A guerra


O surgimento das ditaduras ocasiona  guerras sistemáticas e conflitos internos. Revoltas que geram destruição, mas não derrubam governos, crises econômicas... Como se não bastasse, outro problema surge: o financiamento para armas que veio do exterior durante a Guerra Fria.

A religião

 

A intolerância religiosa (termo leve para a incompatibilidade de crenças presente na África) ampliou a já existente posição de confronto entre grupos. Estes, passaram a se "vestir" ideologicamente como justificação para a intolerância. Inevitavelmente, as crenças religiosas tornaram (ou foram fruto) de conflitos mais intensos.

A seca

 

A África é um continente que possui um clima muito árido. Perder o gado durante uma batalha ou qualquer fonte de alimento faz da fome uma consequência inevitável. A África possui muito território, mas o território fértil é escasso e batalhado. Ainda assim, ela é um continente que mais exporta produtos alimentícios. Contradição? Não tenha dúvida.






 Exporte antes de comer!

Nós brasileiros conhecemos bem a diferença entre o PIB e o que nós realmente fabricamos. Não é diferente na África. Grande parte das terras é vendida para empresas e governos do exterior e termina por servir simplesmente para exportação, não para consumo. 

A compra das terras férteis na África também ocasiona o aumento do preço dos cereais internos. Termina, assim, por inviabilizar ainda mais o consumo interno do país.

Na próxima sexta: "O que você tem a ver com a fome na África?"

10/08/2015

Pietá:

5/5 

 

 Pietá é contágio, e silêncio bruto, e grito fino
(é peito pra trás e bunda pra frente)





Há traços nas letras de brincadeiras de Pietá que são marcantes. Não sérios, não se iluda, mas marcantes. Uma brincadeira sem tamanho, um lirismo hilário, a hilaridade de uma trama genuinamente contada na cadência de um samba, espontaneidade de um forró e esperteza de uma cantora.


A banda Pietá disponibiliza seu álbum "Leve o que quiser" no seu site oficial, gratuitamente. Você pode baixá-lo clicando no link abaixo:





A banda também pode ser encontrada no Facebook, Instagram, Youtube  e SoundCloud. Sabe o seu streaming preferido? Ela também estará lá. Encontrei ela no Rdio, Spotify e Deezer Basta procurar por Pietá e, para não se misturar com o álbum do Milton Nascimento, utilizar o filtro "artista".



10/07/2015

A sensação de ter terminado de assistir um filme daqueles supreendentes é ótima, não? Aquela inquietude que gera tagarelice e todas as conversas animadas... a certeza de ter sido marcado permanentemente por uma obra de arte e, principalmente, aquela pergunta pertinente: Como conseguiram fazer algo tão perfeito?






Antes de tendências homicidas serem despertadas em você, caro leitor, esteja ciente de que a escolha dos filmes foi feita seguindo estes critérios: Beleza>Filosofia>Enredo. Filmes muito antigos não foram considerados - para evitar "estranheza".


01 - O pequeno príncipe







Sim, a animação. O filme foi divulgado como infantil, mas não se restringe à classificação. Diria, mais que isto, que o que me faz incluir o filme na lista é a complexa filosofia que é embutida de forma leve ao longo da trama. A leveza infantil traz elegância e a constituição do enredo entre as três realidades apresentadas (a história do filme, do livro e a soma das duas) constrói um viés interpretativo que faz com que as crianças assistam uma história diferente dos adultos. E que os adultos enxerguem, entre si, enredos diferentes.




 

  

02 - A árvore da vida





Façam suas apostas! Assisti o filme várias vezes acompanhado de diferentes pessoas. Nas minhas contas, das 12 pessoas que assistiram comigo, 11 simplesmente não tinham o que falar sobre o filme. Não entenderam absolutamente nada. E não era culpa delas!

"A árvore da vida" é um filme subjetivo, o enredo se passa não com palavras, mas com gestos e simbologia. Existe sim filosofia teísta no filme. Mas a proposta de tal é tão suave que é possível distingui-la em um significado surpreendentemente mais plausível e bem menos religioso. O filme é vivo, lindo, feito como a mais pura arte, com um enredo magnífico e um desafio que transcende o da maioria dos filmes: utilizar uma dualidade graça/natureza para contar a história do mundo e de uma família. Garanto que ambos iremos concordar que poucos filmes conseguem ser tão grandiosos ao contar a história da vida.




 

 

 

03 - Um pombo pousou num galho refletindo sobre a existência

 



Ria da nossa desgraça! Este é de fato um filme estranho. Não só pelo título espalhafatoso , mas também pela forma como é filmado. Posições duras, uma estética minimalista, cortes a cada dois minutos e uma brincadeira com as desgraças da humanidade. Este é o terceiro filme da trilogia "sobre ser um ser humano", complementada por "Canções do Segundo Andar" e "Vocês, os Vivos". O filme é uma comédia, mas não deixa de ser cruel - e de piorar a cada momento.







 04 - Solaris

 




E você acabou de se perguntar o porquê de 2001 não estar aqui. Bem... Se 2001 possui uma proximidade maior com os filmes produzidos hoje em dia, Solyaris possui em si características únicas. É também um filme contemplativo, mas a observação e o entendimento do seu conteúdo são diferentes. Solyaris é mais complexo, mais cru e muito menos cativante que 2001 - e sim, isto é uma coisa boa.

Taques longuíssimos, planos sequências de estética russa e trechos onde os planos da imagem sobrepõe também a história estão espalhados por todo o filme. Nada parece ser por acaso e  nada será rápido. Um filme produzido na URSS e que mostra um pouco do que foi produzido naquela época.

Há um reboot feito recentemente, o trailler abaixo, no entanto, é da versão original - minha preferida, apesar das limitações.






05 - O homem bicentenário

 




Não, eu não sei o que é a vida! Mas é provável que, depois de tantos anos sendo exibido, você já tenha assistido o filme. Isto não o restringe. O filme é uma reflexão sobre o que é um ser vivo, consciência, ontologia, amor e morte. Uma obra única que, mesmo sem possuir grandes apelos artísticos, faz-se marcante e grandiosa. Sem dúvida capaz de mudar uma vida, "O homem bicentenário" é guardado por mim como um dos melhores filmes que já assisti.






E você? Tem algum filme que adoraria recomendar? Deixe nos comentários! Quem sabe ele aparece na próxima lista!

10/03/2015

Admitamos: somos desajustados. Não observe isto como uma generalização da estranheza em seu esteriótipo. O dicionário está do meu lado quando digo que o somos. E se o somos em relação a todos os outros, não seria o nosso desajuste a mais simples expressão da nossa identidade exposta aos outros? Digo que sim.

O Facebook agora aglomera pessoas por interesses, o Google, exibe resultados com base em seu perfil. Twitter?! Não é exceção. Afirma-se que vivemos em uma bolha feita para que vejamos somente o que nos é interessante e cativante. Isto tudo, e as grosserias nas redes sociais crescem exponencialmente. Afinal: "Quanto custa a gentileza no Facebook"?
























Falamos do anonimato proposto pelas redes como se anonimato gerasse imediata grosseria. Sim... estudos poderiam ser citados para explicar que o anonimato facilita a arrogância. Que é mais fácil xingarmos um motorista que comete uma infração do que um amigo. Mas não se trata disto, não agora. Lembra do "desajuste" no início? Pois bem. Ele é o culpado, mas não o vilão, da história.

Somos muitos. Em ideologias, preferências sexuais, religiões e identidade. O comum é, se observarmos o número de interações, termos problemas na realidade tanto quanto nas redes sociais. Se não tivermos problemas, teremos sussurros. Dizia Raumsol: "As diferenças de opiniões nunca devem suscitar inimizades nem ressentimentos." Palavras que não andam sendo obedecidas, aparentemente.

O nosso desajuste faz com que sejamos diferentes eternamente, postos em círculos que se pressupõe feitos de pessoas iguais, organizadas conforme interesses e passíveis de generalização. Não somos, ou seremos, iguais. O anonimato pode disparar algo com base em uma diferença de opinião ou preferência socialmente rejeitada, mas nunca ser a artilharia.

Foi dito a vocês: "Diga-me com quem tu andas e te direi quem tu és". Eu, no entanto, digo: "Indivíduos definem grupos, mas grupos não definem indivíduos".


Quantas diferenças não encontramos entre cinco pessoas de um mesmo grupo? Quais comportamentos podemos prever ao observá-los? Vamos, não falo de uma quadrilha - embora quase - o que sabemos de um indivíduo ao vermos um grupo ou opinião? O que pode ser previsto a partir disto?

 A gentileza no Facebook não existe por estarmos próximos demais quando, na realidade, não estamos emocionalmente (talvez, intelectualmente) preparados para convivermos com posições diferentes. A fé, é a de que um dia realmente consigamos encontrar os detalhes que levam a maioria a se identificar, ao menos, com o que o Facebook acha que é agradável. Se não tivermos felicidade, teremos ao menos uma zona de comentários com menos palavrões. E isto é quase a mesma coisa. Bem que Zuckerberg poderia vender gentileza no lugar dos anúncios só por um dia, não?
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