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9/29/2015

Baleia:


Baleia é o gosto sussurrado por algum ar que se nega a explicar sua origem.






Admitirei, antes de qualquer palavra, que temos uma banda heterogênia (no melhor dos sentidos). Baleia possui, já no seu primeiro álbum, uma forma diferente de organização. Faixas dispersas como cores selecionadas de um prisma. Tênues entre calma e contágio, felicidade e tristeza e, principalmente, harmonia e caos. Sem exageros ou maniqueísmos, a variação das sensações é estranha em princípio, e cativante em todo o resto. A impressão ainda abstrata que tive ao ouvir o álbum pela primeira vez estava, sem dúvida, no encarte:

Encarte: Baleia - Quebra Azul


Como sempre, a banda disponibiliza um álbum digital gratuitamente. Falo do "Quebra Azul", no seu site oficial. Você pode baixar o álbum clicando no link abaixo:




Atualmente, Baleia parte para o seu segundo disco mantendo a temática filosófica, mas aumentando a intensidade das composições. O clip do single - também a primeira faixa do novo disco - segue abaixo:




Baleia se encontra na maior parte dos serviços de streaming. Encontrei a banda no  Youtube, SoundCloud, Rdio, Spotify e Deezer, mas, provavelmente, você encontrará ela em outras plataformas.

Deixando os streamings de lado, encontramos a banda também no Facebook, Twitter  e Instagram.Todas as redes sociais e streamings costumam ter pequenos detalhes não inclusos nos outros - músicas, participações especiais, versões... então vale a pena seguir tudo.







9/27/2015

E se o porte de maconha não fosse crime? À parte das discussões em torno da saúde ou dos impactos na vida dos usuários - que já foram discutidos no primeiro e segundo posts - seria viável legalizar a droga para uso recreativo, manter a proibição, ou medidas alternativas seriam mais aceitáveis?

Cannbis - Imagem da planta


A discussão quanto à "liberação" da maconha não é nova e, portanto, não nos arraigaremos as variações antigas desta discussão.

O que diz o Senado

Uma polêmica excessivamente grande tende a surgir com destaque. Em nossa época, onde o governo e povo se movem de forma turbulenta - quase imprevisíveis - tocar em temas frágeis tende a ser estratégia política, tentativa de mudança, ou ambos. A interpretação do projeto de lei apresentado pelo senador José Sarney pode ser interpretada como for de sua preferência.

 As plataformas de interação com o governo que se estenderam rapidamente pela internet são úteis para mensurarmos o posicionamento dos cidadãos. A votação em torno do projeto, que pretende fazer com que o porte de drogas para consumo próprio deixe de ser crime - com exceção de que a droga seja consumida em locais públicos ou próxima a crianças e adolescentes - foi votada por mais de 4000 pessoas. Na amostra, 57% das pessoas afirmaram concordar com o projeto.



 Os participantes deste tipo de plataforma tendem a possuir vieses ideológicos mais fortes. Apesar da indicação dada pelo gráfico de que a população pode ser a favor da legalização, alguns cuidados devem ser tomados. Embora eu acredite que a média não se distancie muito dos 50%.

Liberação, legalização e descriminalização.

Durante debates com menor base teórica, "liberação", "descriminalização" e "legalização" soam como sinônimos. Na prática, a história é bem diferente e existem desavenças até entre os defensores destes trẽs métodos possíveis para lidarmos com a(s) droga(s).

Liberação: a solução impossível


"Liberar" a cannabis pressupõe total falta de controle sobre o produto. Qualidade, preço, origem, tributos, locais de uso. Absolutamente tudo. Os problemas em torno desta possibilidade são inumeráveis. O risco para os usuários e para o próprio comércio são claros. Em vista da clareza lógica da possibilidade, avancemos para o próximo tópico.


Legalização: seguindo o exemplo do Uruguai

 

Na legalização, há o controle da qualidade, do preço, do consumo e de todo o mais que acontece durante o comércio da droga. Um exemplo a ser observado é o do álcool. O mesmo aconteceria com a cannabis. É esta discussão que atualmente acontece no Senado. E também é a mesma posição que o Uruguai tomou recentemente. O dinheiro arrecadado com impostos é diretamente investido no tratamento de dependentes químicos.

Descriminalização: a um passo da legalização.

 

 A descriminalização faz com que o consumo e o porte de drogas em pequenas quantidades deixe de ser crime - de maneira similar ao que aconteceria se a proposta apresentada no início do texto fosse aceita.

Na descriminalização, não temos mais a punição para os usuários, mas ainda temos a presença do traficante e do comércio ilegal. Pode ser este, no entanto, o primeiro passo para a legalização que - para o bem ou para o mal - é, também, foco de discussão. 


E então? Qual sua opinião sobre o tema?

* Este post faz parte de uma série. Leia também os textos sobre a história da Cannabis e os seus impactos sobre a saúde.
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